Velozes

Henry mal chegou e o departamento de alfaiataria do Barça já começou a tecer seu traje de homem-aranha
Bom é pouco
O consenso parece querer indicar que Thierry Henry foi uma boa contratação para o Barcelona, mas eu, honestamente, não entendo. Não entendo como não escuto rojões, ou, se escuto, são só sobras da festa de São João, que foi ontem. Henry é um craque, um dos cinco melhores atacantes dos últimos 20 anos. Mesmo que Eto’o vá embora, o Barça sai ganhando: Henry é muito, muito, muito mais jogador do que Eto’o. Se tivesse que trocar um pelo outro, pau a pau, eu fazia o negócio sem pensar. O francês já tem 30 anos e o camaronês 25? Continuo aceitando a troca. Dizem que Henry tem no máximo mais 3 temporadas em alto nível; pois que tenha. Que tenha só duas. Se forem duas como as oito consecutivas que ele teve no Arsenal, prefiro ele antes de qualquer outro ao lado de Ronaldinho Gaúcho e Messi.
(O outro reforço, Yaya Touré, confesso que conheço essencialmente daqueles breves momentos em que a Garota Capotón adormece e o caminho fica livre pra assistir também ao futebol de segundo escalão. Mas parece ser o tipo de cara que o Barça precisa, principalmente depois que Rafa Márquez contraiu o Mal de Edmílson e se transformou numa massa disforme; metade volante, metade zagueiro.)
Monday, monday
O Valencia largou na frente e conseguiu uma contratação difícil de igualar: vai contar em 2008 com o sujeito de nome mais cool de toda a Liga, o nigeriano-que-poderia ser-título-de-música-do-Velvet-Underground Sunny Sunday, de 18 anos. Trata-se de um garoto que chegou à Espanha na situação de imigrante ilegal e foi acolhido pelo Poli Ejido (time pelo qual este Capotón nutre uma parlamentar simpatia).
Commodities
O quilo do García sofreu uma disparada brutal na semana passada, quando o Atlético de Madri pagou 12 milhões de euros ao Osasuna por Raúl García e, ato seguido, o Valencia ofereceu outros 12 milhões para cima da conta do Espanyol, para levar Luis García. Dois dias depois, já era impossível encontrar um livro de García Lorca custando menos de 6 milhões de euros.
Escrito por B. Sassi (capoton@uol.com.br) às 16:56
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